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Social em Movimentos

Social em Movimentos 2009

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Imigração: opção ou necessidade

O que leva uma pessoa a abandonar sua terra para ir para outro local? Trabalhar, melhores condições de vida, realização de sonhos? Essas foram algumas questões que dominaram o debate sobre imigração e migração na mostra Social em Movimentos na noite de quinta-feira, a partir dos filmes La traversée e Migrantes.

Para o moderador Giuseppe Cocco, os processos migratórios nem sempre são resultado somente da busca de melhores condições de vida, pois também podem ser motivados por uma opção de vida. O público também ficou impressionado pela viés político de La traversée, ponto que a diretora Elisabeth Leuvrey não concordava. O filme mostra o sentimento das pessoas que viajam de navio da Argélia para a França, a que sociedade eles pertencem, como se reconhecem.

Diretor de Migrantes, Beto Novaes chamou atenção para as condições degradantes do trabalho na lavoura da cana de açúcar, a que são submetidos milhares de nordestinos em busca de trabalho e renda. Mas as dificuldades de se inserir numa sociedade também são vividas na França, onde o cerco de fecha para os imigrantes ilegais. Como disse o francês Jean Eric Malabre, do Grupo de Informação e Apoio aos Imigrantes, o sistema é muitas vezes pensado pra dificultar esse acesso.

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Mostra Social em Movimentos é recebida com sucesso e carinho no Rio de Janeiro

A mostra Social em Movimentos começou no Rio com uma sessão especial de abertura no Cinemaison do Teatro Maison de France. A noite começou com as palavras do cônsul da França no Rio de Janeiro Hugues Goisbault, que explicou ao público a importância do evento ao mostrar diversas faces da França contemporânea, cuja história é retomada nos filmes La zone – au pays des chiffonniers e L’amour existe.

O público ficou impressionado com a força das imagens de La zone, dirigido por Georges Lacombe em 1928. Assistir à sessão de um filme mudo e sem acompanhamento musical era uma experiência inédita para a maior parte da platéia, que acompanhou interessada a história dos catadores de papel. Já L’amour existe, de Maurice Pialat, deixou o público emocionado e serviu como ponto de partida para o coquetel que se seguiu à sessão.

A noite de abertura ainda contou com a presença da vice-presidente da ONG, Autres Brésils, Erika Campelo, que destacou a participação de parceiros como a Refinaria Produções, Embaixada da França no Brasil, Forum des Images, CulturesFrance, prefeitura de Paris. Já o diretor do Forum des Images, Gilles Rousseau, tratou dos filmes co-produzidos pela instituição, 5-7 rue Corbeau, On n’est pas des marques de vélo e À côté. A diretora do filme La traversée Elisabeth Leuvrey, as diretores de Do outro lado, Mônica Marques e Paula Zanettini, e o advogado francês Jean Eric Malabre, que vai participar do debate sobre imigração, também estiveram na abertura, que ainda contou com Brigitte Veyne, do serviço audiovisual da Embaixada, e Catherine Faudray, da cinemateca.

Social em Movimentos | Rio de Janeiro | Slow da BF no CCBB

No caderno Megazine, O Globo (18/08/2009)

caderno Megazine

http://www.myspace.com/slowdabf

Social em Movimentos no “Jornal do Brasil”

capa JB

materia JB

“Social em Movimentos – França em Foco” | Rio de Janeiro | Debates e Convidados

Dia 20 de agosto, quinta-feira

Debate “Imigração/Migração”

Elisabeth Leuvrey – diretora de “A travessia”

Beto Novaes – diretor de “Migrantes”

Jean Eric Malabre – advogado do GISTI (Grupo de Informação e Apoio aos Imigrantes)

Mediador: Giuseppe Cocco – professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Dia 21 de agosto, sexta-feira

Debate – Direito à cidade

Samuel Jablon – urbanista

Maria de Lurdes – liderança do Movimento Unido dos Camelôs (MUCA)

Ricardo Gouvea – diretor da Fund. Bento Rubião/membro do Conselho Nacional das Cidades

Mediador: Alexandre Mendes – Defensor Público

Convidados em detalhe

Stéphane Mercurio

Stéphane Mercurio fez seu primeiro documentário em 1992 sobre as relações ambíguas entre uma empregada doméstica e seus patrões. Scènes de ménages (Cenas de limpeza, em tradução literal) foi selecionado para diversos festivais e exibido no canal franco-alemão Arte. No ano seguinte, ela filma a luta pela moradia e participa da criação de uma revista, A rua, vendida por sem-teto. Em 1996, ela escreve e filma Cherche avenir avec toit. Ela ainda lança os documentários Le bout du bout du monde e Louise, son père, ses mères ses sœurs et ses frères. À côté, seu filme mais recente, foi lançado nos cinemas franceses. O documentário recebeu o prêmio do público e do filme francês no festival Entre Vues, em Belfort, e o prêmio Imagens da Justiça em Rennes e ainda o prêmio doc-lycéens no Festival Internacional de Filmes de Mulheres em Créteil. Atualmente ela prepara um longa metragem sobre o desenhista Siné.

Elizabeth Leuvrey

Nascida na Argélia em 1968, Elizabeth Leuvrey chega à França em 1974, doze anos após a independência da colônia. No Instituto de Línguas Orientais de Paris ela conhece um documentarista com quem aprende toda a atividade cinematográfica durante oito anos. Seu primeiro curta-metragem em 35 mm Matti Ke Lal, Fils de la Terre é feito em 1998. Nas viagens de ida e volta se barco entre Marselha e Alger, capital da Argélia, Elizabeth decide fazer seu segundo filme La traversée (2006). Atualmente, ela prepara uma trilogia em seu país natal.

Gilles Rousseau

Coordenador de programação do Forum des Images (Paris), Gilles Rousseau manteve contatos com países da América Latina organizando mostras e festivais com México, Argentina e Brasil. Em 2005, pelo Ano do Brasil na França, Rousseau planejou um perfil de três cidades brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília) reunindo mais de 90 filmes e com a presença de diversos cineastas, como Nelson Pereira dos Santos, Carlos Diegues, Walter Salles, Joel Zito Araújo.

Samuel Jablon

Samuel Jablon é urbanista e trabalha na área de políticas sociais de habitação na França. Ele também trabalhou no Brasil com questão fundiária. Em Portugal, ele fez parte da associação Direito à Habitação na luta contra a demolição de favelas sem realocação dos moradores. Neste momento, ele faz uma viagem de estudos pelo Brasil e por outros países sobre modos alternativos de acesso à moradia em relação às experiências francesas, como cooperativismo.

Jean Eric Malabre

Trabalha como advogado para o GISTI (Grupo de Informação e Apoio ao Imigrante). O GISTI foi criado na França em 1972 como resultado de uma cooperação entre trabalhadores sociais e militantes que trabalhavam frequentemente com migrantes e advogados. Esta aproximação, concreta e legal, constitui a origem do grupo. O GISTI trabalha através dos meios legais com o objetivo de responder às necessidades dos migrantes e das organizações que os apoiam. Esta maneira de invervençao é ainda mais necessaria pelo fato de que as regularizações, essenciais aos migrantes, são muitas vezes malcompreendidas pela propria administração responsavel em aplicar estas regras.

Giuseppe Cocco

Possui graduação em Sciences Politiques – Universite de Paris VIII (1984), graduação em Scienze Politiche – Università degli Studi di Padova (1981), mestrado em Sciencie Technologie et Société – Conservatoire National des Arts et Metiers (1988), mestrado em História Social – Université de Paris I (Pantheon-Sorbonne) (1986) e doutorado em História Social – Université de Paris I (Pantheon-Sorbonne) (1993). Atualmente é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é editor das revistas – Global Brasil, – Lugar comum (1415-8604) e – Multitudes (Paris) (0292-0107). Coordena as coleções « Espaços do Desenvolvimento « (ed. DP&A) e « A Política no Império » (Civilização Brasileira). Tem experiência na área de Planejamento Urbano e Regional, com ênfase em Política Urbana, atuando principalmente nos seguintes temas: trabalho, globalização, cidade, fordismo e cidadania. Publicou com Antonio Negri o livro GlobAL: Biopoder e lutas em uma América Latina globalizada, (Record:2005)

“Social em Movimentos – França em Foco” | Rio de Janeiro | Apresentação, programação e sinopses

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Ver, confrontar as realidades e debater soluções para os desafios sociais que marcam o Brasil e a França. Mais do que a apresentação de documentários brasileiros e franceses, ampliando o intercâmbio cultural entre os dois países, a mostra Social em Movimentos: França em foco é marcada pela discussão sobre as experiências e a solução de problemas sociais nos dois países. Após cada dia de exibição, o público é convidado a discutir os temas sociais colocados em pauta pelos filmes apresentados, como trabalho, direito à moradia, imigração e justiça.

A abertura da mostra será no Cinemaison-Teatro Maison de France no dia 17 com a exibição de La zone, au pays des chiffonniers, filme mudo de Georges Lacombe, e L’amour existe, de Maurice Pialat. A programação terá continuação no Centro Cultural Banco do Brasil, a partir do dia 20. Para encerrar, a mostra apresenta A vida moderna, de Raymond Depardon.

Evento oficial do Ano da França no Brasil, a mostra Social em Movimentos: França em foco é resultado de uma parceria da Refinaria Filmes, com a ONG francesa Autres Brésils, o Forum des Images e o Centro Cultural Banco do Brasil. A programação completa, entrevista com diretores e outras informações estão em http://socialemmovimentos.net/

Curadoria Autres Brésils e Forum des Images – Paris

Dia 17 de agosto – Abertura

Cinemaison-Teatro Maison de France, Av. Presidente Antônio Carlos 58, Centro – Rio de Janeiro

La Zone20h – La zone, au pays des chiffonniers (A zona, no país dos catadores), de Georges Lacombe – França, 1928, mudo, preto e branco, 28 min

Um apaixonante ensaio sob forma de crítica social sobre o trabalho e o cotidiano dos catadores. A recuperação de lixo e o mercado de pulgas de Clignancourt são particularmente impressionantes.


 

L'amour

20h30L’amour existe (O amor existe), de Maurice Pialat – França, 1960, 19 min, legendas em português, preto e branco, livre

Aubervilliers, Pantin, Courbevoie, Nanterre… Uma viagem pelos subúrbios parisienses no fim dos anos 50. A degradação da paisagem, o fracasso e a devastação provocados pela urbanização, a condição de vida dos trabalhadores e dos imigrantes a dois passos da avenida Champs-Elysées. Um belo filme poético, político e desconhecido do grande diretor francês Maurice Pialat.

21h – Coquetel

Dia 20 de agosto – Sessão “Imigração”

La Traversée19h – La traversée (A travessia), de Elisabeth Leuvrey – França, 2006, 55 min, legendas em português, livre

Todo verão o navio Ilha da Beleza leva da Argélia a Marselha os turistas que voltam das férias e outros que vão à França pela primeira vez. Durante a travessia, os passageiros mostram uma outra visão da imigração, do sentimento de pertencimento a uma sociedade e do futuro. Festival “Cinéma du Réel”, Paris, França, 2006 • Menção especial – Prêmio do Patrimônio.

Migrantes20h – Migrantes, de Beto Novaes, Francisco Alves e Cleisson Vidal – Brasil, 2007, 45 min

O documentário retrata os obstáculos que os trabalhadores que migram do Nordeste para o interior de São Paulo enfrentam no corte da cana-de-açúcar. A ruptura com a família, condições precárias de vida, excesso de trabalho e falta de assistência à saúde são alguns dos problemas abordados.

20h45 – Debate sobre imigração/migração

Dia 21 de agosto – Sessão “Uma cidade, várias histórias”

5-7 rue Corbeau

19h – 5-7 rue Corbeau, de Thomas Pendzel, co-produção do Forum des Images – França, 2007, 59 min, legendadas em português, livre

Visto do exterior, o número 5-7 da rua Corbeau parecia um edifício como os outros. Cento e sessenta e oito apartamentos habitados por vagas sucessivas de imigrantes recém-chegados a Paris: primeiro, franceses vindos da província, a que se seguiram belgas, italianos, judeus da Europa de leste, portugueses, magrebinos, senegaleses… Em 1998, o edifício atingiu um perigoso estado de degradação e acabou por ser demolido. Neste documentário brilhante, uma rigorosa investigação sobre um microcosmos permite reconstituir a história social de uma cidade e de um país ao longo de todo um século.

Tiradentes

20h – Moro na Tiradentes, de Henri Gervaiseau e Claudia Mesquita – Brasil, 2007, 54 min

“Moro na Tiradentes” explora diferentes formas de aproximação da experiência de morar em um dos maiores conjuntos habitacionais brasileiros, situado no extremo leste do município de São Paulo, no bairro chamado Cidade Tiradentes Um mergulho no bairro paulistano de Cidade Tiradentes, para além de estigmas de desamparo e violência.

20h30 – Debate sobre Moradia nos grandes centros urbanos

Dia 22 de agosto – Sessão “Músicas urbanas”

On n'est pas..14h – On n’est pas des marques de vélo (Carta fora do baralho), de Jean-Pierre Thorn, co-produção do Forum des Images – França, 2004, 90 min, legendas em português, livre

O dançarino de break, Ahmed M’Hemdi, mais conhecido pelo apelido de Bouda, passou quatro anos preso. Uma vez paga sua dívida com a sociedade, ele se vê condenado a retornar à Tunísia, de onde ele não conhece nem a língua. Um destino ao mesmo tempo individual e coletivo, sua história resume a trajetória de uma geração de moradores dos subúrbios de Paris, onde nasceu o movimento hip hop no início dos anos 80.

Entre a luz e a sombra16h – Entre a luz e a sombra (Brasil, 2007, 152 min), de Luciana Burlamaqui

O documentário investiga a violência e a natureza humana a partir da história de uma atriz que dedica sua vida para humanizar o sistema carcerário, da dupla de rap 509-E formada dentro do Carandiru e de um juiz que acredita em um meio de ressocialização mais digno para aqueles que entraram na vida do crime. Durante sete anos, a partir do ano 2000, o documentário acompanha a vida destes personagens. Prêmio do Público de Melhor Documentário do 17º Festival de Cinemas e Culturas da América Latina de Biarritz (França) Outubro 2008. Menção Especial do Júri do 17º Festival de Cinemas e Culturas da América Latina de Biarritz (França) Outubro 2008.

18h30 – Show freestyle com Slow da BF

Dia 23 de agosto – Sessão “Justiça”

Do lado15h – À côté (Do lado), de Stéphane Mercurio, co-produção do Forum des Images – França, 2008, 90 min, legendas em português, livre

Ao lado da prisão masculina, em Rennes, existe um local para acolher a família dos prisioneiros, como acontece ao lado de quase todas as prisões francesas. É para lá que se vai antes e depois de todos os encontros com os presos. Todas as semanas, três vezes por semana. É lá que se espera. É preciso chegar com antecedência sempre, porque qualquer segundo de atraso significa encontrar a porta fechada. As regras da prisão invadem esse local onde tudo é exagerado: as frustrações, a cólera, a esperança, os desejos, o medo, a paixão. Ao optar em ficar “ao lado”, o filme propõe uma aproximação chocante da realidade carcerária.

16h30 – Encontro com a diretora Stéphane Mercurio

Do lado de fora17h – Do lado de fora, de Paula Zanettini e Monica Marques – Brasil, 2005, 54 min

Muros intransponíveis as separam de seus maridos, companheiros, filhos ou irmãos. “Do lado de fora” mostra os obstáculos enfrentados por algumas das 50 mil mulheres que visitam os parentes presos no Estado do Rio. As horas de espera, as revistas, o sentimento de humilhação a que são submetidas por alguns momentos com os entes queridos. “Do lado de fora” foi o primeiro projeto selecionado pelo programa DOCTV do Ministério da Cultura do Brasil em parceria com a Rede de televisões públicas, que tem por objetivo fomentar a produção de documentários no país.

18h – Encontro com a diretora Paula Zanettini

Sessão de encerramento

La vie moderne19h – La vie moderne (FR, 2007, 90 min, cor, legendas em português), de Raymond Depardon

Durante dez anos Raymond Depardon filmou a vida de camponeses das montanhas francesas. Ele nos convida a entrar nestas fazendas de uma maneira extraordinariamente natural. Este filme fala, com uma grande serenidade, das raízes e da situação da população rural. Prêmio Louis Delluc 2008. Festival de Cannes 2008.

Social em Movimentos 2009 | Salvador | Na imprensa

Vida - 01/06/2009

A Tarde - 02/06/2009

Salvador | Dia a dia #3 | Resistência e necessidade

Migrar é uma forma de resistir”: foi assim que a professora Mary Castro deu início ao debate sobre migração/imigração. Impressionada pelos filmes La traversée, de Elizabeth Leuvrey, e Migrantes, de Beto Novaes, Cleisson Vidal e Francisco Alves. Ainda no palco para o debate, o assessor de projetos da Coordenadoria Ecumênica de Serviços (Cese), José Carlos Zanetti, o diretor Beto Novaes e a antropóloga Goli Guerreiro, como mediadora.

Novaes e Zanetti se concentram sobre o aspecto perverso do trabalho no corte da cana de açúcar, sobretudo para a produção de etanol. Anualmente, 350 mil trabalhadores, sobretudo jovens, deixam suas cidades e suas famílias no Nordeste para cortar cana no interior de São Paulo. A platéia reage às condições desumanas de trabalho mostradas no filme brasileiro. “Parece que estamos voltando à Idade da Pedra. É triste quando a gente se depara com um cenário como este”, resume uma jovem no público.

Segundo Novaes, na safra de 2008, um trabalhador precisava cortar 10 toneladas de cana por dia. Cada tonelada lhe rende dois reais. O salário mensal fica entre 450 e 600 reais, de maneira que, muitas vezes, ele não consegue cumprir as expectativas de ganho das famílias que ficaram no Nordeste. “Queremos combater a migração por necessidade”, diz Novaes, que distribuiu cinco cópias do filme para o público como ainda incentivou que fossem feitas novas cópias para o assunto continuar em discussão. “Essa é uma pirataria do bem”.

De olho nos problemas enfrentados pelos brasileiros que buscam melhores oportunidades em outros países, como desemprego e aumento da xenofobia, Mary traz de volta o tema . “O medo do diferente, da cultura de quem tem outros hábitos, isso nos impede de ver pontos positivos na pessoa que migra. Ela desestabiliza nossas certezas, pois sufocamos este aventureiro com nossa imobilidade. No fundo, o imigrante é aquele que ousa sair e buscar algo melhor, e isso nos assusta”, considera Mary.

Salvador | Dia a dia #2 | Como fazer um documentário na França

Não havia muita gente na sessão quando a história de 5-7 rue Corbeau começa a ser exibida. Aos poucos, as pessoas vão chegando e contam que uma manifestação deixou o trânsito parado por mais de meia hora, provocando engarrafamento para todo lado de Salvador. Embora acanhado, o público participa com atenção do bate-papo com o diretor Thomas Pendzel.

Segunda sessão, Moro na Tiradentes. Ao mesmo tempo que o público via o filme de Henri Gervaiseau e Cláudia Mesquita, Pendzel dava um depoimento para um documentário feito por Marina Torreões e Manuela Iglesias. A filmagem é feita no teatro de arena do SESC Pelourinho e toma quase uma hora de trabalho. Em pauta, como fazer um documentário na França, onde as diretoras filmaram até o mês passado.

Salvador | Dia a dia #1 | Sob o impacto da tragédia

Após uma longa temporada de chuvas, Salvador acolheu a mostra Social em Movimentos 2009 – França em foco com um belo dia de sol. O teatro do SESC Pelourinho impressiona pelo tamanho, pela qualidade das instalações e pela simpatia de toda a equipe, como também aconteceu em Brasília. Nota 10 para o engajamento de todos.

A notícia do desaparecimento do avião da Air France que fazia a rota Rio-Paris pega a todos de surpresa. Consternados com a tragédia, decidimos manter a abertura do evento com algumas palavras em homenagem às vítimas. Logo La zone – au pays des chiffoniers e L’amour existe ganham as telas e os corações da platéia. A noite termina com um pequeno coquetel, marcando a chegada do SEM a Salvador.