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Edições precedentes

Dia a dia #3 | Migrações em debate

O debate quente sobre imigração marcou a noite de sexta-feira. Tendo Bia Barbosa como moderadora, Luiz Bassegio, secretário do Serviço Pastoral dos Migrantes e do Grito dos Excluídos, Paulo Illes, coordenador do Centro de Apoio ao Migrante, entidade ligada à Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) da Igreja Católica, e Mamadou M’Bodje discutiram como pobreza é um dos principais provocadores dos movimentos migratórios.

Para Bassegio, nem a transposição do Rio São Francisco será solução para o problema da seca no Nordeste. “Os pobres do nordeste poderiam ter sua vida melhorada por 20% do que querem investir na transposição. Há alternativas mais viáveis, possíveis e baratas, como a construção de cisternas”, ele disse. “As pessoas abandonam a terra porque não têm oportunidades por lá”. Paulo Illes também destacou as assimetrias sociais e econômicas que provocam migrações forçadas, seja a dos bolivianos para São Paulo ou a de brasileiros para a países europeus.

Francês de origem senegalesa, Mamadou lembrou da importância do desenvolvimento sustentável para a organização do circuito migratório. Garantir condições para a agricultura tradicional e familiar é um mecanismo para manter o homem no campo, assegurando o desenvolvimento local, seja no Brasil ou na região em torno do Rio Senegal, onde os camponeses enfrentam a concorrência de grandes empresas agrícolas.

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